O primeiro personagem diabólico a imiscuir-se em minha pacífica infância — como eu rememorei naquele dia em Dullborough — foi um certo Capitão Assassino. Este desgraçado deve ter sido um descendente da família de Barba Azul, mas, naquela época, eu não nutria suspeita alguma de tal consanguinidade. A advertência que havia em seu nome não parecia suscitar qualquer preconceito generalizado contra ele, pois era admitido na alta sociedade e possuía imensa riqueza. O objetivo do capitão assassino era o matrimônio e a satisfação de um apetite canibalesco com ternas noivas.
Na manhã de cada um de seus casamentos, ele providenciava que ambas as margens do caminho até a igreja estivessem ornamentadas por flores exóticas; e quando sua noiva perguntava: "Caro Capitão Assassino, eu nunca vi flores como estas; como se chamam elas?", ele respondia: "Chamam-se Guarnições para Cordeirinhas Domésticas", e ria, terrivelmente, de próprio seu gracejo feroz, inquietando as mentes do nobre cortejo nupcial, e exibindo pela primeira vez os dentes afiados.





